sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Como tomar decisões melhores

O processo decisório em organizações raramente foi objeto de análise sistemática.

Isso talvez explique o impressionante número de péssimas decisões tomadas nos últimos tempos, como a de securitizar hipotecas de altíssimo risco ou de neutralizar o risco com swaps de crédito.

A literatura administrativa está repleta de insights sobre esse processo decisório.

O problema é que muitas organizações não dão ouvidos a essas recomendações.

É hora de voltar a atenção à tomada de decisões, diz Davenport.

O autor propõe quatro passos:

(1) enumerar e priorizar decisões a serem tomadas;

(2) avaliar fatores envolvidos em cada uma delas (quem exerce tal ou qual papel na decisão, com que frequência é tomada, qual a informação disponível para respaldá-la?);

(3) definir papéis, processos, sistemas e comportamentos que a organização deve adotar; e

(4) institucionalizar ferramentas de decisão e apoio.

Duas organizações citadas no artigo (ETS e The Stanley Works) conseguiram melhorar a qualidade das decisões tomadas.

A ETS montou um comitê deliberativo centralizado para tomar decisões com base em evidências sobre novas ideias.

Já a Stanley criou um centro de “excelência em preços” com consultores internos dedicados às várias divisões de negócios da empresa.

O líder deve trazer perspectivas distintas ao processo decisório, ter cuidado com modelos analíticos que seus gerentes não entendem, deixar bem claro que premissas está usando, praticar a “gestão de modelos” e — já que somente o ser humano pode alterar critérios de decisão com o tempo — ter backups humanos.

Fonte: Thomas H. Davenport, Harvard Business Review, Novembro 2009.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cresce o número de famílias paulistanas endividadas

O número de famílias paulistanas endividadas em novembro alcançou 1,656 milhão (46%) ante 1,471 milhão (41%) em outubro, aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Fecomercio.

Se comparada com novembro do ano passado, quando as dívidas atingiam 49% das famílias do município de São Paulo, a taxa de endividamento neste mês está três pontos porcentuais mais baixa.

O maior endividamento é explicado, segundo Adelaide Reis, economista da Fecomercio, pela contínua concessão de crédito ao consumidor em novembro. "Com o reaquecimento da atividade econômica, o mercado de trabalho e dos indicadores de renda mostram evolução favorável, contribuindo para a elevação do consumo e do endividamento, que tendem a continuar crescendo a taxas mais expressivas com a aproximação das festas", afirma.

Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), ambos da Fecomercio, apontam que o consumidor está mais seguro e confiante sobre os rumos da economia brasileira, revelando alta intenção de consumo, a maior da década. "Tudo indica que este será o Natal das compras a crédito", observa Adelaide.

Já o número de famílias paulistanas com contas atrasadas (inadimplentes) manteve-se estável em novembro (14%). "A taxa de inadimplência neste mês encontra-se entre as mais baixas desde o início da série histórica da PEIC em 2004", assegura Adelaide. "Os menores índices de contas em atraso foram observados este ano, nos meses de fevereiro (12%), outubro (14%) e novembro (14%)", acrescenta.

Entre os fatores que contribuíram para o nível estável da inadimplência (abaixo da média de 17% observada desde o início deste ano e também na média dos últimos 12 meses) destacam-se os indicadores favoráveis do mercado de trabalho, a renegociação de contas em atraso, com taxas de juros mais baixas, e a quitação de dívidas por intermédio da utilização de recursos do 13º salário

Já o total de famílias que acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas contas nos próximos meses aumentou apenas um ponto porcentual (de 5% em outubro passou para 6% em novembro), permanecendo estável em comparação com a média deste ano (6%) e dos últimos 12 meses (6%).

Caminho das dívidas

O Natal das compras a crédito é confirmado pela PEIC. Os cartões de crédito e o cheque especial, cujas taxas de juros são as mais altas do mercado, constituem os tipos de dívida mais utilizados pelas famílias paulistanas em novembro. A pesquisa indica que os cartões de crédito respondem por 68% das dívidas assumidas em novembro contra 62% em outubro; os carnês representam 30%; o crédito pessoal 13% e o cheque especial 11%.

A PEIC mostra, em novembro, que entre as 1,656 milhão de famílias endividadas, 54% têm renda familiar comprometida com o pagamento de dívidas por até seis meses.

Outros 20% têm a renda comprometida com dívidas entre seis meses e um ano, enquanto que para 23% dos entrevistados, o prazo de comprometimento da renda familiar mensal com dívidas é superior a um ano.

Nota Metodológica

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela Fecomercio desde fevereiro de 2004. Os dados são coletados junto a cerca de 1.360 consumidores no município de São Paulo. O objetivo da PEIC é diagnosticar o nível de endividamento e inadimplência do consumidor. Das informações coletadas são apurados importantes indicadores: nível de endividamento, percentual de inadimplentes, intenção de pagar dívidas em atraso e nível de comprometimento da renda. Tais indicadores são observados considerando-se três faixas de rendas, duas faixas de idade, distinguindo-se entre homens e mulheres. A pesquisa permite o acompanhamento do nível de comprometimento do consumidor com dívidas e sua percepção em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos.

Sobre a Fecomercio

A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 152 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas e respondem por 11% do PIB paulista - cerca de 4% do PIB brasileiro - gerando em torno de cinco milhões de empregos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cosan: novos negócios

No dia 16 de outubro, os 180 principais executivos da Cosan, maior processadora de açúcar e álcool do país, foram reunidos para uma videoconferência transmitida da sede, em São Paulo.

Na condução da reunião estava Rubens Ometto, o controlador da empresa. Os trabalhos começaram com um anúncio simbólico do que viria pela frente. A partir daquele momento, disse Ometto, "a meninada tomaria conta do dia a dia".

O cargo de presidente, ocupado por ele por mais de 20 anos, passaria para Marcos Lutz, até então principal executivo da área de logística da Cosan. Ometto se dedicaria a liderar o conselho de administração.

O rito de passagem do cargo, porém, era o prenúncio das grandes mudanças que seriam anunciadas na sequência.

A Cosan que Lutz assumia naquele momento passaria a ser um grupo formado por cinco grandes unidades dedicadas a negócios que vão de bens de consumo de massa à logística, de produção de energias renováveis à distribuição de combustíveis.

Ao final da videoconferência, Ometto havia tornado pública a maior guinada estratégica já feita pela Cosan.

A companhia fundada pelo imigrante italiano Pedro Ometto, em 1936, na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, deixava de ser a usina de cana-de-açúcar que se transformara na maior produtora global de etanol para emergir como um grande conglomerado nacional.

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Fonte: Lucas Amorim, Exame.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Crise econômica não afeta mercado de marca própria

Em 2009, os produtos de marca própria tiveram um crescimento de 7% no faturamento em relação ao ano de 2008 no autosserviço. Embora não seja possível quantificar em valores esse índice, é fácil estimar que ele equivale a bilhões de reais, já que apenas o setor supermercadista registrou um faturamento de R$ 158,5 bilhões no ano passado.

As categorias de marca própria com maior faturamento, de acordo com o estudo da Nielsen, foram: leite asséptico, óleo vegetal e azeite, papel higiênico, arroz, açúcar, bolachas e biscoitos, feijão, pães e bolos, iogurtes e panetones. Juntas elas somaram R$ 786,9 milhões em vendas no autosserviço.

Outro fato importante apontado pelo estudo foi o aumento da quantidade de novos produtos de marca própria colocados à disposição dos consumidores.

O número de ítens cresceu 22,7%, na comparação entre 2009 e o ano anterior, alcançando um total de 55.752 mercadorias disponíveis em 165 (24%) das 684 empresas participantes da pesquisa. "Esses dados mostram que, entre junho de 2008 e julho de 2009, no auge da crise, o segmento de marcas próprias cresceu", afirma Neide Montesano, presidente da Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização.

O estudo da Nielsen mostra ainda que grande parte da população no Brasil consome produtos de marca própria e que eles estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. Em 2009, as marcas próprias conquistaram cerca de 18,2 milhões de shoppers, o que representa 49,3% da população brasileira.

MARCAS PRÓPRIAS 2009 - 15º ESTUDO ANUAL NIELSEN - RESUMO

Período de apuração: agosto de 2008 e julho de 2009.

Público pesquisado: 684 empresas do auto-serviço.

Marca própria no mundo

  • A Europa continua sendo a região onde as marcas próprias têm o maior nível de desenvolvimento. A Suíça (46%) é o país onde a marca própria tem maior participação. Entre 2001 e 2008, a participação em volume avançou de 31,3% para 37,9% no continente.

  • Nos EUA, as marcas próprias ganham importância, com participação de 17% nas vendas, em valor, em supermercados, drogarias e varejo em geral.

  • Na América Latina, a Colômbia é o país com maior penetração das marcas próprias - participação de 9,2% no faturamento -, com destaque para alimentação e limpeza doméstica.

No Brasil

  • A quantidade de ítens de marcas próprias cresceu 22,7%, em 2009. Destaque para o aumento do número de itens das categorias eletroeletrônicos, que subiu de 605 itens para 1.122 (85,5%), e têxtil, de 16.484 itens para 24.426 itens (48,2%). O crescimento dos ítens da cesta de eletroeletrônicos se deve a produtos como acessórios para computador, rádio e para TV, pen drives, mouses e teclados, entre outros.

  • No primeiro semestre deste ano, 49,3% da população brasileira, equivalente a 18,2 milhões de shoppers, foi ao ponto de venda comprar marca própria ao menos três vezes.

  • A participação das marcas próprias, em volume, no mercado nacional foi de 5,6% no auto-serviço.

Fonte: Versátil Comunicação

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ThyssenKrupp tem prejuízo 2,3 bi de euros

SÃO PAULO - A siderúrgica alemã ThyssenKrupp encerrou o ano fiscal de 2008/2009 com prejuízo antes dos impostos de 2,36 bilhões de euros. Esta é a primeira vez que a empresa registra perdas anuais desde quando surgiu, há dez anos.

"Este ano fiscal foi o mais difícil da história da ThyssenKrupp. A retração econômica global provocou um profundo impacto em quase todos os mercados importantes da empresa", afirmou a produtora de aço, em nota divulgada hoje. No ano anterior, a companhia tinha acumulado lucro de 3,128 bilhões de euros.

A companhia registrou lucro antes dos juros, impostos, depreciações, amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de 192 milhões de euros no período. As vendas somaram 40,6 bilhões de euros, sofrendo um recuo ante os 53,4 bilhões registrados no ano anterior.

A ThyssenKrupp justifica os dados negativos com itens não-recorrentes, que pressionaram seus resultados no período. "Em particular gastos de reestruturação, encargos de depreciação e custos com projetos para novas produções de aço no Brasil e nos EUA", explicou a empresa no documento.

Nesta sexta-feira, a siderúrgica propôs o pagamento de 0,30 euro por ação em dividendos aos acionistas, abaixo dos 1,30 euros por ação pagos no ano anterior.

Mas a empresa espera que o próximo ano seja melhor. "Olhando para o ano fiscal de 2009/2010, a ThyssenKrupp acredita que a recuperação econômica corrente ainda é frágil. Mas as vendas da companhia vão se estabilizar no ano que vem e os resultados vão melhorar significantemente e voltar ao lucro ", afirmou a companhia.

Fonte: Vanessa Dezem | Valor com agências internacionais mais ao clicar aqui.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

AmBev prevê investir até R$ 1,5 bilhão no Brasil em 2010

SÃO PAULO - A AmBev anunciou hoje um plano de expansão de investimentos no Brasil para o próximo ano visando ampliar a capacidade produtiva da empresa. "Vamos investir de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão em aumento da capacidade produtiva, ampliação das fábricas e construção de novas linhas de produção" afirmou Nelson Jamel, diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa.

Ele afirma que a companhia prevê a duplicação de fábricas. "Na unidade do Maranhão, por exemplo, queremos duplicar o volume (de produção), o que equivale a praticamente construir uma nova fábrica", disse. "É um plano como a gente não faz há muito tempo", completou.

Os novos investimentos representam um aumento de 30% a 50% frente aos aportes anteriormente previstos e serão realizados em todo o país, ao longo do ano, atendendo aos picos de consumo, que se dão no verão.

"O crescimento da renda do brasileiro e a Copa do Mundo nos permite vislumbrar um 2010 bastante promissor", destacou. Segundo o executivo, com o novo plano, a empresa será capaz de elevar a produção "para contemplar o aumento do volume de 5% a 10% no mercado".

Em coletiva para anúncio dos resultados do terceiro trimestre, o executivo enfatizou que, se houver a manutenção da carga tributária sobre a cerveja no país, a empresa prevê um grande crescimento no consumo da bebida no ano que vem.

Fonte: Vanessa Dezem | Valor

Coca-Cola vai ampliar investimento no Brasil em 75%

CURITIBA - O presidente mundial da Coca-Cola, Muhtar Kent, acaba de anunciar um aumento de 75% no investimento da companhia no Brasil para os próximos cinco anos (2010 a 2014), o que representará R$ 11 bilhões.

O motivo do investimento é, além do crescimento das operações da Coca-Cola no Brasil, o fato de o país sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. " Nos últimos 25 anos, nosso volume de vendas no Brasil cresceu 50 vezes ", comentou Kent, em visita à capital paranaense.

Fonte: Lilian Cunha | Valor